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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Combate à intolerância religiosa é tema de atividades em diversas cidades

Governo e sociedade se unem para promover o entendimento entre as diferentes crenças
No último dia 21 de janeiro foi celebrado o Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa. A data foi instituída pelo Governo Federal em 27 de dezembro de 2007, em homenagem a mãe de santo Gildásia dos Santos, que teve um infarto fulminante após ver sua foto estampando uma publicação evangélica com palavras ofensivas contra sua religião. 


Por todo o Brasil, pessoas de diferentes crenças participaram de reuniões, seminários e encontros para lembrar a ocasião. Em Brasília, um ato inter-religioso promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República foi realizado no próprio dia 21 no Templo da Boa Vontade. “Houve um momento devocional no qual lideranças e representantes dos diversos segmentos religiosos presentes compartilharam o Sagrado de suas respectivas expressões religiosas por meio de orações, canto ou mensagens”, descreveu Luiz Mourão, um dos representante da comunidade bahá'í de Brasília. O encontro contou ainda com uma apresentação do coral da Legião da Boa Vontade.
Além do evento no Templo da Boa Vontade, a comunidade bahá'í de Brasília também dedicou a edição deste mês de uma de suas tradicionais reuniões de oração e meditação à celebração da data. "Mensalmente promovemos esse encontro em nossa casa. A cada reunião buscamos explorar um tema importante para a sociedade", diz Luiz. As reuniões são abertas a seguidores de todas as religiões e costumam reunir um grupo bastante diverso. "Acreditamos que o diálogo inter-religioso é um dos principais meios para se evitar a intolerância", conclui o representante bahá'í. 
A Prefeitura de Campinas (SP) realizou, também no dia 21, um ato solene no Paço Municipal da cidade. Estavam presentes um total de 200 pessoas entre autoridades políticas, artistas e representantes de denominações religiosas – incluindo seguidores de religiões de matriz africana, católicas e evangélicas, budistas, kardecistas e bahá’ís – além de não-religiosos. O objetivo do ato, organizado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social de Campinas, foi a promoção e disseminação de uma cultura da paz, da justiça e do respeito às diferentes crenças religiosas e convicções filosóficas, incluindo a liberdade de não crer, o agnosticismo e o ateísmo. 
Mais de 20 membros da comunidade bahá’í marcaram presença no evento, cuja programação contou com a leitura de uma oração bahá’í, realizada por Tássia Gushiken. Um artigo assinado pela Assembleia Espiritual Local dos Bahá’ís de Campinas e publicado no Jornalzen, de circulação local, também foi destaque entre as realizações que marcaram a data na cidade. “Foi um evento de grande importância para divulgação da mensagem de Bahá’u’lláh acerca da necessidade de entendimento entre as religiões, bem como para o estabelecimento de parceria com representantes de organizações religiosas e governamentais”, avaliou Alexandre Beust, representante da comunidade local.  
No Rio de Janeiro (RJ), a data foi celebrada no dia 24 de janeiro no evento Cantando a Gente se Entende. A iniciativa partiu da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa - CCIR, e contou com apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Rede Globo de Televisão. “Os amigos estavam muito felizes com mais essa conquista", relatou a advogada Inaê Estrela, representante da comunidade bahá'í na CCIR. "O evento foi realizado com muito esforço e colaboração de todos. Estava muito bem organizado, abrangendo todas as religiões que fazem parte da Comissão", avaliou. 
Cada religião participante teve a oportunidade de realizar uma saudação e uma apresentação musical. A Comunidade Bahá'í foi representada pela dupla Marta e Bia, já conhecidas do público no cenário da celebração da liberdade religiosa. Há vários anos, a dupla é atração garantida na Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, realizada tradicionalmente no mês de setembro na orla de Copacabana. Em 2011, também em Copacabana, participaram de umamanifestação pela libertação das sete lideranças bahá'ís presas injustamente no Irã, que obteve repercussão mundial. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Brasília sedia I Festival Infantil “Artes e Virtudes”

Atividades revelam os tesouros existentes em cada criança

No último dia 21 de setembro, o I Festival Infantil “Artes e Virtudes” reuniu aproximadamente 50 pessoas, sendo 27 crianças de Brasília e São Sebastião (DF), para expor o conteúdo programático das aulas bahá’ís para crianças. A programação do evento contou com brincadeiras, orações e apresentações musicais, de dança e canto, além de uma palestra destinada aos adultos sobre a importância da educação espiritual infantil.

Segundo Sheila Ghobad da Silva, professora de aulas de educação espiritual para crianças e uma das idealizadoras do Festival, a ideia surgiu da vontade de reunir crianças, pais, amigos e professores, em uma única ocasião. “Queríamos expor a beleza do conteúdo das aulas e também atrair a atenção dos amigos convidados que poderiam se interessar pela participação dos filhos nas aulas bahá'ís”.

A pequena Gabriela, de apenas 7 anos, gostou muito da iniciativa. "Achei legal e muito interessante porque mostrou que cada um tem uma maneira de cuidar do mundo. Na brincadeira de trocar o sapato vi que as pessoas não tem pés iguais e que somos diferentes e que é muito bom brincar mesmo assim", contou a menina.

O Festival contou com o apoio da comunidade. “Todos se divertiram e aprenderam que os nossos verdadeiros tesouros são as crianças, mas que somente a educação poderá revelar o que elas têm a oferecer à humanidade”, lembrou Sheila, que é formada em Relações Internacionais e vê no oferecimento dessas aulas uma maneira de servir à sua comunidade. “Para atuar como professora dessas aulas, participei de um curso específico do Instituto Ruhi de Capacitação, oferecido gratuitamente pela comunidade bahá’í”, conta ela.

“O sucesso do trabalho com as crianças se resume em duas palavras: constância e companherismo”, acredita Sheila. “Constância porque o trabalho de educação requer amor e perseverança; as crianças precisam se sentir amadas e isso se demonstra com a sistematização de aulas contínuas. Companherismo porque o trabalho se torna mais fácil, leve e agradável quando é feito por uma equipe de pessoas comprometidas que o acompanham de forma sincera e apaixonada”, disse.

Entenda melhor

O programa educacional bahá’í é composto por três atividades centrais, todas abertas ao público e oferecidas gratuitamente em mais de mil e trezentos municípios brasileiros.  

As aulas de educação espiritual para crianças são destinadas ao público infantil, entre 5 e 10 anos de idade, e trabalham valores como a nobreza do ser humano, a igualdade entre mulheres e homens e entre as raças, o amor a Deus e aos Seus Mensageiros, além do desenvolvimento de virtudes.

Os grupos de pré-jovens, voltados para a faixa etária entre 11 e 15 anos, buscam auxiliar os adolescentes a compreender sua realidade material e espiritual e a encontrar maneiras de desempenhar um papel de protagonismo para a transformação da sociedade.

Já os círculos de estudo, destinados ao público adulto, promovem reflexões acerca da natureza humana e capacitam para o serviço à humanidade.

Para saber mais, escreva para info@bahai.org.br ou acesse www.bahai.org.br/noticias.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Conferência de Juventude de Brasília

Página da Comunidade Bahá'í Internacional publica matéria sobre a primeira Conferência de Juventude no Brasil.
(BWNS) After months of preparation, the expectations of the organizers of the youth conference in Brasília were pleasantly exceeded when nearly 800 youth from the Central-West, North, Northeast and Southeast regions of Brazil arrived at the venue, a conference centre surrounded by lush greenery.
The spirit of collaboration that characterized preparations for the conference was demonstrated when one group from a neighbourhood in Rio de Janeiro was not able to afford the expense of travel, and their friends helped to raise money by selling crafted purses, organizing movie screenings, and celebrating Festa Junina, a Brazilian folk festival.
“We need to combine our efforts, encourage each other, and work together. It is not enough to say ‘go ahead, you’ll make it’; we have to say ‘let’s go together’.”
A participant at the conference
Although groups had travelled together for long distances, a feeling of great excitement filled the air as buses rolled in one after another. One young woman described the happiness of the trip: “We drove here singing, and even the drivers joined us.” For many of the youth, this was the first gathering of this magnitude they had ever participated in. One young man explained how he decided to attend the conference as soon as he learned about its purpose: "When they spoke to me about fostering social transformation through spiritual concepts, I was very motivated to participate. I want to contribute to building a more just society."
Seeing everyone who had gathered for the conference, one participant commented: “There is a very large and diverse group here, but we are all united in one common goal.” This diversity found joyful expression through the arts, including a presentation from the Kiriri-Xocó and Mundurucu ethnic groups, who sang in their language and danced the traditional toré.
The relationships among participants reflected the strength of their unity and their conviction in the role that youth can play in contributing to progress. “To do that, I need to reflect about the environments I interact with and recognize how I act in them,” one young person said. Youth also discussed how the power of social networks to attract people with similar ideas should be channelled towards the improvement of the community. The conversations at the conference gave everyone present an opportunity to reach a greater understanding of the imperative of collective action. “You can’t change things alone, you need to do it together,” one 19-year-old explained.
Youth who had been involved in working with the younger generations in their neighbourhoods and villages shared experiences with their peers, describing their efforts to help those younger than themselves to recognize destructive social influences, such as violence, and develop the capacity to think critically about moral choices. Those who had not yet had this opportunity were inspired and decided to dedicate time to contribute to the betterment of their communities upon their return home. One young man, who decided to try to help younger youth develop their capacities for service by starting such a group, said: “I will leave here with a renewed vision, knowing that I am not alone and there are people who will support me.”

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Conferências de Juventude

Brasília: O tempo do jovens



Uma das mais famosas músicas do Legião Urbana que acabou virando o hino da Conferência de Juventude de Brasília, foi cantada em uníssono pelos participantes que, entre lágrimas e risadas, iam se despedindo durante o encerramento do evento. Durante três dias, mais de 700 jovens representando a diversidade cultural do Brasil aprofundaram suas percepções sobre como seu protaganismo é capaz de contribuir para o avanço espiritual e material de toda a civilização humana.


Apesar do cansaço, o entusiamo, a alegria, o senso de responsabilidade e unidade de visão estão estampados nos rostos desses jovens. Eles levam em sua bagagem mais que roupas. Levam a certeza de que construíram amizades sinceras e a consciência de que seus esforços coletivos para fortalecer suas respectivas comunidades são parte de um processo que, influenciado pelas forças espirituais dispensadas para toda a humanidade desta era, pouco a pouco revolucionará a sociedade.


“Estamos reunidos em um só propósito. Fizemos amizades verdadeiras que vão ficar para sempre. Com essa Conferência a gente achou força para seguir em frente”, afirma Luane, 21, vinda de Macapá no Amapá. A amiga Kamily, 27, do mesmo agrupamento, o Açaí, falou da emoção de participar desse momento tão importante. “Eu senti uma energia superior aqui. Sei que vou me lembrar desses dias para sempre. Por isso eu pretendo estar mais próxima aos jovens e ajudá-los a desenvolver suas capacidades”.


Josemar, 22, uma indígena da etnia Kariri Xocó, falou sobre o que leva da Conferência. “Nós temos que lançar propostas para nós mesmos mudarmos para que os outros nos tenham como um exemplo. É assim que multiplicamos essa nossa mudança para que ela venha a se refletir nos outros e eles se espelhem em nós. O que nós aprendemos aqui vamos levar para a vida e podemos executar no movimento social que luta pela igualdade. Nós só podemos fortalecer a igualdade fortalecendo o nosso intelectual e nosso espírito. É nisso que acreditamos e é isso que foi proposto aqui.”


“Sempre em frente, não temos tempo a perder”


Assim diz a letra da música Tempo Perdido que foi sucesso entre os jovens do fim da década de 80 e hoje marca o início de uma nova etapa de jovens munidos do claro propósito de - juntos - elevarem a excelência espiritual, moral e intelectual de suas comunidades por meio de um processo que vem se provando cada vez mais sustentável: O Programa de Empoderamento de Pré-jovens.


Junto com mais sete amigos, Luísa, 20, de Natal, Rio Grande do Norte, está ansiosa para chegar na sua comunidade e compartilhar o que aprendeu. “A gente vai fazer uma conferência quando voltar com os que não puderam vir. São uns 40 jovens. Estamos abrindo um Círculo de Estudos para eles se capacitarem a abrir Grupos de Pré-jovens. Temos quatro Grupos de Pré-jovens, com 25 participantes cada, e precisamos de mais gente para abrir mais!”


Prestes a encarar 36 horas de estrada para voltar a Teresina no Piauí, e abrir um Grupo de Pré-jovens, Esdras, 30, compartilha empolgado algumas impressões. “Para que uma planta se desenvolva, é preciso manter o caule firme. Os pré-jovens são como plantas cujos caules ainda precisam ser fortalecidos. Devemos ajudá-los a finalizar a formação de seu caráter e esse serviço favorece toda a sociedade”.


Um ponto relevante na construção de comunidades apontado por Esdras é a educação. “Se hoje não formarmos médicos, daqui há 20 anos não teremos médicos, se não formarmos professores não teremos professores. Da mesma forma, se hoje nós não nos preocuparmos com a educação espiritual dos mais jovens, amanhã não teremos uma sociedade transformada”.    


A completa transformação da sociedade também exige que os jovens desta geração percebam que sua conduta e vida familiar influenciam este processo diretamente. O núcleo familiar foi apontado pelos jovens como a célula inicial capaz de consolidar e expandir os mais elevados padrões de excelência. Cinthya, 22, de Natal, no Rio Grande do Norte, explica que “família é o começo de tudo. É na família que o indivíduo começa os primeiros passos da educação, especialmente a espiritual”.
Arte e juventude


As noites da conferência foram recheadas de atividades culturais. Na sexta-feira, 19, diversas apresentações artísticas preparadas pelos próprios jovens deram o tom da Conferência. A "Dança das drogas", interpretada pelos jovens do agrupamento Goyazes, que abrange Goiânia e Aparecida de Gôiania, paralisou a platéia quando mostrou como a dependência química pode arrasar com a vida dos jovens. Na sequência, a apresentação do grupo indígena das etnias Kariri Xocó, Kiriri e Mundurucu, vindos dos estado da Bahia, Alagoas e Amazonas encantou a platéia. O grupo fez uma apresentação de canto em sua língua de origem e do toré, dança típica indígena. No sábado, além de mais apresentações, o destaque foi o vídeo-debate de um trecho do filme “Fronteiras da Aprendizagem”. Os jovens se entusiasmaram com o impacto positivo e transformador do Programa de Empoderamento de Pré-jovens na Colômbia.

A próxima Conferência de Juventude no Brasil será em Canoas (RS) na semana que vem, entre 26 e 28 de julho. Ao todo, 114 Conferências de Juventude estão sendo organizadas pelos bahá’ís em diversos países ao redor do globo e deve reunir mais de 100 mil jovens. Para concretizar esse grande encontro de jovens, aproximadamente 60 pessoas se voluntariaram.

domingo, 21 de julho de 2013

Conferências de Juventude

Brasília: A força da juventude impulsiona a construção de comunidades



Em qualquer lugar, jovens brasileiros podem contribuir para a construção de comunidades vibrantes. Essa contribuição é muito mais efetiva quando uns apóiam os outros, fortalecendo amizades sinceras. Neste segundo dia da Conferência de Juventude que está acontecendo em Brasília, os jovens descobriram ferramentas poderosas como o serviço coletivo, a fé na ajuda divina e o aprendizado conjunto sobre os potenciais e as necessidades de suas comunidades que, agregadas às amizades, os ajudam a serem verdadeiros protagonistas de transformação social.


Inúmeros desafios surgem na medida em que os jovens vão aprendendo a trabalhar juntos e buscam coletivamente um padrão efetivo de ação para fortalecer a vida de suas comunidades. Em grupos de mais ou menos 15 pessoas, os jovens trocaram experiências sobre como driblam esses desafios. Para Thaís, 24, moradora de Campo Grande no Mato Grosso do Sul, “estar imerso em um grupo encoraja o jovem a continuar tentando transformar o meio que o cerca. O fato de você servir junto encoraja. Dá esse entusiasmo, essa força. Quando um não está animado, o outro passa força para ele”. Max, 27, do mesmo agrupamento que Thais, Canto do Rouxinol, lembra que “para alcançar um pensamento unificado é preciso abrir mão do egocentrismo e, por meio da consulta, identificar os problemas da comunidade e como eles podem ser solucionados”. Opinião compartilhada por Sidnéia, 27, de Palmas no Tocantins. “Se perde um pouquinho a individualidade e pensa-se mais no grupo. O que existe ali é o grupo.”

Transformar um agrupamento em uma comunidade vibrante demanda o envolvimento de todos os protagonistas do processo de transformação da sociedade a trabalharem juntos pelo desenvolvimento material e espiritual daquele lugar. Quando os indivíduos, a comunidade e as instituições que servem um agrupamento concentram sua energias na promoção do bem-estar coletivo, um processo de transformação social é iniciado.  

“Quando eu comecei no Pintando o Sete como monitor de um Grupo de Pré-jovens - projeto de arte e educação que trabalha com crianças e pré-jovens órfãos de Aracajú no Sergipe que conta com a colaboração de jovens -  pensei na forma como quero trabalhar com os meninos por meio da arte e da cultura. Isso aconteceu comigo: antes do teatro eu era muito tímido, tinha medo de falar em público.” Ao juntar essa iniciativa individual de Thiago, 21, morador de Nossa Senhora do Socorro, cidade próxima a Aracajú, ao esforço coletivo deste projeto, eles desencadearam um processo de transformação social naquela localidade.

Os jovens identificaram uma força que pode atuar de forma positiva ou negativa em seus esforços para apoiarem-se uns aos outros: as novas tecnologias de mídia social. “As redes sociais podem aproximar pessoas, mas também distanciar, porque a pessoa que só se mantem amizades no mundo virtual perde o contato presencial, fica mais tempo em casa e o seu convívio social se perde. Por outro lado, às vezes você pensa diferente das pessoas do seu bairro e se sente isolado. Na rede social você pode encontrar pessoas que têm uma filosofia em comum”, opina Mauricio, 24, de Altamira no Para. Já para Evandro, 23, morador de Campo Grande no Mato Grosso do Sul, é preciso trilhar na vida real o caminho do serviço. “Em uma amizade sincera é preciso pensar no bem do seu amigo e realmente escutá-lo, apoiar e aprender “.

Amanhã, dia 21 de julho, é o último dia da Conferência em Brasília. Os jovens voltarão para suas comunidades no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste, que variam desde comunidades indígenas até grandes centros urbanos. No Brasil, a próxima Conferência de Juventude será semana que vem Canoas (RS), entre 26 e 28 de julho. Ao todo 114 Conferências de Juventude estão sendo promovidas pelos bahá’ís entre julho e agosto, em diversos países. Se você tem entre 15 e 30 anos e quer descobrir como mudar o mundo, participe da Conferência de Canoas. As inscrições podem ser feitas em http://www.bahai.org.br/conferenciasjuventude.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Conferências de Juventude

Expectativa e alegria: jovens chegam para a Conferência de Brasília



Aproximadamente 800 jovens, entre 14 e 30 anos, vindos das regiões da Amazônia, Centro Oeste, Nordeste e Norte, além dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, chegaram nesta quinta-feira, 18 de julho, a Brasília, Distrito Federal. São jovens que refletem a diversidade do Brasil, unidos pelo mesmo desejo: transformar a sociedade.


Os participantes da Conferência de Juventude ficarão reunidos entre 19 e 21 de julho para explorarem juntos o papel da juventude no avanço da civilização humana. Aos poucos, diversas caravanas chegam ao Centro de Treinamento Educacional, da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria - local destinado a realização de grandes eventos, com aproximadamente 20 mil metros.


Pouco a pouco, cada jovem se dá conta que assim como ele, muitos outros acreditam que são parte da construção de um mundo melhor e que esta Conferência simboliza parte de um processo que já começou e, sem dúvidas, ainda abrirá novas possibilidades de reflexão e ação.


Caravana reúne jovens de Mato Grosso
Uma grande caravana com cerca de 100 pessoas, enfrentou 31 horas de viagem de ônibus. Os jovens vem de Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Olímpia, Campo Novo, Arenápolis, Caceres e Cuiabá, todas localizadas em Mato Grosso. Kleber Gonçalves, 27, veio de Arenápolis e conta que quando soube do propósito das Conferências quis participar. “Quando me falaram sobre promover a transformação social utilizando a ideia de trabalhar também a espiritualidade fiquei muito motivado a participar. Quero participar da construção de uma sociedade mais justa”.


Já a adolescente Jheorgely, 14, viajou sozinha de Pirapora em Minas Gerais para participar do evento. “Fiquei surpresa com a quantidade de pessoas e o tamanho do lugar. Quero conhecer outros jovens e aprender”. Surpresa compartilhada por Ana Maria, 14, de Timon no Maranhão, que já fez novos amigos. “Eu achava que não conheceria ninguém, mas não foi assim. Já tô falando com um monte de gente!”




Jovens Kariri-Xocó (BA) chegam a Brasília
O volume de jovens já indica sua vontade e senso de responsabilidade de melhorar o mundo. Os obstáculos para estes jovens chegarem até a capital federal, neste momento são vistos como desafios superados, mostrando sua disposição e senso de propósito na construção de uma nova sociedade.


A caravana que veio do Rio de Janeiro, RJ, promoveu diversas atividades para angariar fundos que custeassem a viagem de quem não poderia pagar. Marlliny, 25 anos, conta essa história. “A viagem foi muito divertida! A gente veio cantando e até os motoristas vinham dançar com a gente. Cada um pagou sua própria viagem, mas vieram quatro jovens do Vidigal e todo mundo ajudou. Fizemos festa junina; venda de bolsas temáticas, assim, com corações; teve gente que fez cinema em casa e cobrou  ingresso para ajudar; teve gente que fez doação específica para isso e conseguimos”.


Guilherme, 18, veio de ônibus de São Luís do Maranhão para participar desse evento inédito. “Fizemos arrecadação, venda de lanches nas escolas e outras atividades para custear a participação de alguns jovens. Mas todo o esforço vale a pena para participar de forma mais efetiva nas discussões de temas importantes. Temos o poder para transformar a sociedade.


Entre os meses de julho e outubro, acontecem 114 Conferências de Juventude ao redor do mundo, convocadas pela Casa Universal de Justiça - órgão máximo da Fé Bahá’í. Nos próximos dias 26, 27 e 28 de julho é a vez da cidade de Canoas, Rio Grande do Sul, sediar a segunda das Conferências realizadas no Brasil.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vítimas de tragédia em Santa Maria são lembradas em celebração ecumênica em Brasília

Lideranças de diversas tradições religiosas apresentam carta aos familiares

 A pedido da Presidente Dilma Rousseff, a Catedral Metropolitana de Brasília sediou, no dia 7 de fevereiro de 2013, uma cerimônia em memória das vítimas do incêndio em Santa Maria (RS). Até o momento, as autoridades contabilizaram 239 mortos e centenas de feridos.

A cerimônia foi organizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC e conduzida pelo arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha. Líderes das igrejas luterana, anglicana, presbiteriana e síria-ortodoxa também participaram da liturgia. Em seguida, foi realizada a leitura de uma carta elaborada pelo Comitê de Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O documento representa a homenagem das diversas tradições religiosas e não-crenças, bem como estudiosos da diversidade religiosa, que compõem o Comitê.


“Hoje, nos reunimos em uma Celebração de Passagem... Acima de tudo, mesmo em meio às lágrimas e dificuldades – se somos religiosos, agradecemos à Divindade em que cremos porque tivemos o privilégio de sermos parte da vida dos que se foram”, diz a carta, lida por Mavesper Cy Ceridwen, Sacerdotisa da religião Wicca. Sobre a dor dos familiares e amigos, o documento destacou: “Hoje, unidos na Diversidade Religiosa, lembramos: enquanto os que morreram forem lembrados, sua vida será eterna!”

Além da Presidente Dilma, participaram o Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz e vários ministros, entre eles Alexandre Padilha (Saúde), José Eduardo Cardozo (Justiça), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres). Antes da celebração, a Presidente Dilma saudou os padres e pastores responsáveis pela condução da cerimônia e trocou breves palavras com a representante bahá'í, Mary Caetana Aune-Cruz.


“A atuação de entidades religiosas de diversas tradições no apoio às vítimas e familiares em Santa Maria tem sido fundamental”, diz Mary. “O fato de termos um evento desta relevância sendo realizado na Catedral de Brasília – um dos nossos símbolos nacionais – e a pedido da Presidente da República demonstra o quanto ficamos sensibilizados por todo o país. Não se trata apenas de solidariedade às famílias e amigos de quem perdeu a vida ou se encontra hospitalizado, mas também de um sentimento coletivo de que somos todas e todos responsáveis por promover as mudanças necessárias para que uma tragédia como esta não venha a se repetir”, declarou.

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro. Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, 65 pacientes ainda estão hospitalizados, 18 deles dependendo de ventilação mecânica para respirar. O fogo teve início durante a apresentação de uma banda local, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. As responsabilidades pela tragédia estão sendo apuradas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dia de Oração e Ação pelas Crianças reúne pessoas de diferentes crenças

Celebrado em 20 de novembro, o Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças foi instituído durante o III Fórum da Rede Global de Religiões pelas Crianças (GNRC, do inglês), realizado em Hiroshima em maio de 2008. Anualmente são organizados eventos em dezenas de países, oferecendo oportunidades para a proteção dos direitos e a promoção do bem-estar das crianças.

A data foi selecionada por marcar o Dia Internacional da Infância, em que foi proclamada a Convenção sobre os Direitos da Criança pela Organização das Nações Unidas (ONU). Sob a liderança da GNRC, seguidores de várias religiões se unem em uma programação que contempla tanto ações práticas quanto a conexão espiritual em prol das crianças do mundo.

“A criança, com a sua singeleza, leva o exemplo da paz, da fraternidade, da construção de um mundo mais justo e fraterno”, acredita Clovis Boufler, coordenador da GNRC no Brasil: “Esse é um dia propício para ela compartilhar o que ela conhece, os seus dons, aquilo que aprendeu durante o ano e também para aprender coisas novas”, afirmou ele em entrevista à Rede Evangelizar, de Curitiba.

Superando limites, mobilizando pessoas

A realização das ações do Dia Mundial depende da dedicação de indivíduos em caráter voluntário, inclusive para a arrecadação de recursos e o estabelecimento de parcerias. “Percebemos o aumento do número de voluntários na cidades em que antes tínhamos dificuldades e um novo ânimo em muitos de nossos voluntários e líderes”, diz Clovis. “O que queremos são crianças felizes, num ambiente seguro e adequado para que possam crescer não só em sabedoria e graça, mas também em desenvolvimento, aprendizagem e conhecimento”, afirma.

As comunidades bahá'ís de Curitiba e São José dos Pinhais (PR), Brasília e São Sebastião (DF) vem participando das programações locais dessa importante data há dois e três anos, respectivamente. Para tanto, envolvem principalmente os participantes das aulas de educação espiritual para crianças e dos grupos de empoderamento de pré-jovens.

Na capital porto-alegrense, brincadeiras, dança, música e atividades educativas proporcionaram às crianças uma tarde de muita energia e carinho. “Houve uma mobilização muito rápida e corajosa entre aqueles que participaram em termos de superação de limites individuais e de recursos”, afirma Mallu Benfatto, da comunidade bahá'í de Curitiba.

“Essa coragem trouxe um novo vigor quanto ao uso das artes, por meio da música e do teatro. Recebemos o apoio e a presença dos pais das crianças e dos adolescentes. Havia famílias participando e acompanhando seus filhos, e isso foi gratificante”, comemora Mallu. “Sinto ser de extrema valia estimularmos a participação, pois esta interação humana gera frutos nos mundos espirituais de Deus, tanto no reino do visível quanto no reino do invisível”, acredita.

“É importante que as religiões e entidades espiritualistas estejam trabalhando juntas pelo bem estar e pelo futuro das crianças, e de suas famílias”, acredita Hoeck Miranda, da comunidade bahá'í de Brasília. “A educação das crianças é considerada nas Escrituras Bahá'ís como o mais meritório de todos os atos. Assim, é importante que a comunidade bahá'í participe mais intensamente a cada ano”, declara.

Unidade de propósito e valorização da diversidade

“O que mais me sensibilizou foi a unidade de propósito que circundava o ambiente”, conta Lucas Rodrigo Santos, da comunidade bahá'í da região administrativa de São Sebastião, próximo a Brasília. “O foco da atuação dos jovens foi a organização de oficinas, como grafite e teatro. Pudemos trocar ideias e percebemos que temos argumentos e objetivos parecidos em relação às atividades que realizamos com as crianças”, diz o jovem universitário. “Essa iniciativa é de extrema importância, não só por tornar mais evidente o benefício que ações ecumênicas trazem para a sociedade, mas também para fixarmos nossa atenção nas crianças do mundo inteiro”, analisa.

Além das oficinas, a comunidade bahá'í de Brasília colaborou também com uma palestra sobre saúde da família, ministrada pelo médico Dariush Akhavan, na ONG Cantinho do Girassol, na região administrativa de Ceilândia. Outras atividades realizadas ao longo da semana incluíram uma reunião de orações pelas crianças em São Sebastião, uma reunião de amigos sobre a educação das crianças no bairro Asa Sul e uma campanha de orações e arrecadação de doações, realizada pela Internet.

A percepção geral é de que o trabalho em rede favorece também o respeito entre as diversas organizações religiosas, que tem a oportunidade de compartilhar um pouco de suas experiências e dificuldades durante o processo de organização do evento. “Pudemos verificar o excelente trabalho realizado por inúmeras entidades, como por exemplo o trabalho com crianças portadoras de necessidades especiais, com a participação de representantes da Escola de Ensino Especial de Santa Maria. Também ficamos muito impressionados com as apresentações de dança e música realizadas pela Pastoral da Criança e pela ONG luterana Cantinho do Girassol, que atende crianças em situação de risco social”, reflete Hoeck.

Para o próximo ano, a proposta é iniciar os trabalhos de preparação já no primeiro semestre. “Recomendamos que as reuniões preparatórias sejam realizadas mais cedo para facilitar a definição e a dimensão das celebrações e, sobretudo, a divulgação e a mobilização das pessoas e das entidades”, analisa Hoeck.

Para saber mais sobre as atividades bahá'ís voltadas para as crianças e os pré-jovens em sua cidade, escreva para info@bahai.org.br.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Bahá’ís promovem ações pela igualdade racial e abolição de todas as formas de preconceito

Dia da Consciência Negra é destaque em várias cidades brasileiras


Durante esta semana, a Comunidade Bahá’í do Brasil organizou em diversas cidades do país celebrações pelo Dia da Consciência Negra, data oficializada no calendário nacional em 2003 e comemorada no dia 20 de novembro. 
 

Brasília (DF), Aracaju (SE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Maceió (AL), São Paulo e Campinas (SP) promoveram atividades para fomentar a reflexão sobre a origem do preconceito e a importância do reconhecimento da igualdade entre seres humanos.

Os bahá’ís entendem que a promoção da igualdade racial é um pré-requisito para a prosperidade dos povos. As escrituras bahá’ís dizem que “Todos vós sois os frutos de uma só árvore, as folhas do mesmo ramo”, ilustrando que a prosperidade dos povos se dará quando nos reconhecermos como partes de uma mesma unidade - reconhecimento este que depende tanto da igualdade racial, como também da igualdade entre homens e mulheres.



I Seminário da Consciência Negra em Aracaju
Inédito na cidade de Aracaju, o Seminário apresentou a palestra “A questão do racismo”, ministrada por Antônio Autran, representante do Movimento Negro Unificado e Marcos Araújo, da Comunidade Bahá'í.

“Autran ressaltou o fato de ser neto de escravos e sentir na pele o flagelo duplo do preconceito racial e da miséria”, conta a participante Fátima Fontes. Segundo ela, a visão de esperança de um futuro no qual a humanidade reconheça a sua própria unicidade e, assim, possa conviver em paz e harmonia foi ressaltada pela Comunidade Bahá’í com base em textos sagrados que orienta “...se encontrardes com aqueles de raça e cor diferente das vossas não desconfieis deles, retirando-vos para dentro de vossa casca de convencionalismo; antes, ficai alegre e mostrai-lhe bondade”.

Participantes do Programa de Empoderamento para Pré-jovens da cidade apresentaram uma música sobre o poder da juventude na transformação do mundo. Os quarenta participantes cantaram “O Coro das Raças” e “Roda da Unidade”,  uma música bahá’í que remete a visão de futuro apresentada por Marcos em sua palestra.


Atividades com crianças e pré-jovens em Maceió
Em Maceió, as crianças assistiram um vídeo em que um coelho branco e uma coelha preta se casam e seus filhos são de todas as cores. “As crianças refletiram sobre o respeito as diferenças, a convivência com as diferentes raças e a valorização da diversidade humana”, explica Walkíria Cardoso, uma das organizadoras. Eles também ilustraram a frase “Preconceito Não!” e uma citação de Bahá’u’lláh, Fundador da Fé Bahá’í, que diz “Fechai vossos olhos para diferenças de raças e dai boas-vindas a todos, à luz da unidade”.


Já os pré-jovens participaram de um debate sobre a causa e consequências da exclusão social. O Programa de Empoderamento para Pré-Jovens trabalha a educação intelectual e espiritual não-dogmática e estimula o pró-ativismo nos assuntos comunitários dos participantes. “É dever de todos ajudar a promover a inclusão dos negros na sociedade. Devemos refletir sobre os males do individualismo e do egoísmo e a importância de servir à humanidade”, comentou Juan Victor, de 13 anos.



Palestras no Rio de Janeiro
As contribuições dos negros africanos e brasileiros ganharam destaque nas palestras realizadas por Marilucia Pinheiro e Isaias José Souza Neto, conhecido por Zazá, na Sede Bahá’í Local, que fica em Copacabana. Marilucia narrou a história dos negros no Brasil, destacando a vida e luta de Zumbi dos Palmares.  Em seguida, Zazá contextualizou a história africana e seus avanços e contribuições nos campos dos saberes, da cultura, da religião, da espiritualidade e das ciências. Ele também buscou demonstrar por meio dos escritos bahá’ís e pela ciência que a humanidade é uma.


Orações em São Paulo
Bahá’ís e seguidores de outras religiões se reuniram na sede bahá’í de São Paulo para oferecer orações em lembrança a todos os negros e negras que contribuíram para a construção da sociedade brasileira. Segundo Roberto Paulo, um dos participantes da reunião de orações realizada no dia 17, a comemoração do Dia da Consciência Negra fomenta o intercâmbio e o conhecimento sobre as culturas e tradições negras que ajudaram a moldar nossa sociedade. “É este intercâmbio que fomenta o sentido de igualdade entre os brasileiros e ajuda a superar a injustiça e a violência no país”, explicou Roberto.


Veja fotos do evento de Aracaju, Maceió e Rio de Janeiro.

Para saber mais sobre a ação social desenvolvida pela Comunidade Bahá’í entre em contato pelo endereço eletrônico: info@bahai.com.br.

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