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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Apoio mútuo e aprendizagem constante são temas de capacitação no Centro-Oeste

Pioneiros, jovens em ano de serviço e equipes visitantes se reuniram para aprofundar conhecimentos e planejar ações.

Aconteceu entre os dias 21 e 28 de janeiro, em Brasília, um encontro de “Orientação para Pioneiros, Pessoas em Ano de Serviço e Equipes Visitantes”. O seminário foi organizado pelo Conselho Regional Bahá'í do Centro-Oeste e teve como intuito capacitar indivíduos e instituições da região para contribuir com o fortalecimento espiritual das comunidades em que residem ou atuam.
Rosinete Dalmaschio – ou Rosinha, como costuma ser chamada, é secretária executiva do Conselho. Ela informa que a orientação buscou auxiliar os participantes a planejar e colocar em prática ações de transformação social. “Tais ações estão voltadas principalmente para atividades educativas, como aulas de educação espiritual e moral para crianças, grupos de empoderamento de pré-jovens, círculos de estudo para adultos, voltados para a capacitação para o serviço, e reuniões de oração e meditação, também conhecidas como reuniões devocionais”, conta Rosinha.

No total, 35 pessoas participaram das atividades, entre jovens e adultos. Para acomodar os 15 participantes que não tinham disponibilidade de estar presentes durante o período de expediente, seja por motivo de trabalho ou estudo, um programa especial, diferenciado, foi elaborado para o final de semana, permitindo que esses indivíduos pudessem tirar o máximo proveito da oportunidade.

Os jovens – que eram maioria – puderam ouvir relatos dos mais experientes, que trouxeram suas vivências em atividades de serviço realizadas por todo o país e em outras partes do mundo. Fernanda Bianchi, de 23 anos, foi a Brasília especialmente para participar do encontro. “Foi um privilégio e motivo de grande alegria para mim. Aprendi muito mais do que o esperava e as minhas forças foram 100% renovadas para trilhar com mais entusiasmo o caminho do serviço”, conta a historiadora, que mudou-se para Goiânia há cerca de um ano e hoje atua como coordenadora local do Instituto Ruhí de Capacitação.

“Acredito que todos os presente puderam sentir o mesmo que eu, sentir todo o carinho com que as agências do Centro-Oeste vêm buscando acompanhar os passos de cada membro da comunidade e buscando aprofundá-los nas guias do Plano de Cinco Anos”, disse Fernanda, referindo-se à estratégia de ação definida pela Casa Universal de Justiça – órgão máximo da Fé Bahá’í – para fortalecer comunidades e capacitar indivíduos por todo o mundo para o serviço à humanidade.

Os participantes foram divididos em pequenos grupos, que contaram com o apoio de facilitadores para estudar materiais selecionados, incluindo textos sagrados, orientações da Casa Universal de Justiça e da Assembleia Espiritual Nacional. Quando a noite chegava, os grupos se reuniam em torno de apresentações artísticas baseadas nos temas estudados durante o dia - uma abordagem diferente que favoreceu um aprofundamento ainda maior, além de garantir momentos de descontração e diversão.

Convidados especiais ofereceram palestras sobre assuntos relacionados aos temas da programação. O Secretário Nacional da Assembleia Espiritual brasileira, Carlos Alberto Silva, trouxe reflexões acerca de aspectos importantes do Plano de Cinco Anos referentes ao pioneirismo. O também membro da Assembleia Nacional Iradj Roberto Eghrari brindou os participantes com uma fala sobre a centralidade que a aplicação prática os ensinamentos de Bahá’u’lláh deve ter em nossas vidas, gerando transformações tanto de ordem interna quanto na sociedade à nossa volta. Por fim, a psicóloga estadunidense Keyvan Geula trouxe uma abordagem espiritual acerca da relação entre a força do pensamento e a capacidade para a ação – tudo isso aplicado à realidade dos pioneiros e outras pessoas dedicadas ao serviço à humanidade.

Para coroar o aprendizado, dois dias do encontro foram dedicados a atividades práticas de serviço, realizadas em São Sebastião, uma das regiões administrativas de Brasília. Os participantes tiveram a oportunidade de exercitar os conceitos estudados, engajando-se em interações diversas com residentes da localidade e estendendo o convite a jovens e pré-jovens da região para que se capacitem e contribuam para a melhora da realidade à sua volta. O resultado foi a formação de vários grupos de empoderamento de pré-jovens que, desde então, já iniciaram seus encontros na cidade.

“Esse tipo de ação não vem acontecendo somente em Brasília, mas sim no mundo todo”, destacou Rosinha. “Isso traz resultados muito positivos e impactantes em vários agrupamentos e vizinhanças, criando uma nova cultura que se inspira na unidade e fraternidade entre todas as pessoas, fortalecendo laços comunitários e melhorando a qualidade de vida de toda uma população”, reforça ela.

Próximos passos

Um aspecto importante dessa capacitação é o acompanhamento posterior que será oferecido a cada um dos participantes. “As agências e instituições tem um papel fundamental nesse processo, garantindo que os projetos iniciados localmente se tornem sustentáveis”, afirmou Rosinha.

Os participantes formaram equipes que se comprometeram a iniciar processos semelhantes em várias localidades no Centro-Oeste. Isso tornará possível que outros membros da comunidade também possam sentir “a alegria que é podermos servir a humanidade na prática, enfrentando juntos o trabalho em campo”, conforme descreveu Fernanda. “Construímos laços de verdadeira amizade nesses dias, laços indestrutíveis mesmo com a distância. Todos nós nos apoiaremos mutuamente cada vez mais no caminho do serviço”, garante.

Segundo a organização do evento, a intenção é tornar esse encontro um evento anual, garantindo o acompanhamento constante desses jovens e favorecendo o intercâmbio com participantes de capacitações anteriores. “O importante é manter renovada essa vontade de ajudar as respectivas comunidades que foi estimulada durante o encontro”, reforçou Rosinha. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Jovens pioneiros do Brasil

Desafios, fé e confirmações
“Apoiar as atividades centrais realizadas numa comunidade e ajudar os amigos que assumiram trabalhos pela Causa”. É assim que o jovem piauiense Lucas Rodrigo dos Santos, de 18 anos, explica as principais tarefas de um pioneiro bahá’í. Cientes da importância destas tarefas para o desenvolvimento e fortalecimento das comunidades bahá’ís em diversos lugares, cada vez mais jovens brasileiros estão atuando como pioneiros.

Lucas deixou o Nordeste, onde nasceu e foi criado, e veio para a cidade de São Sebastião (DF), parte do agrupamento Falcão Real, na região de Brasília. Com o intuito de avançar no cumprimento de seus objetivos, ele decidiu participar do primeiro Curso de Capacitação de Pioneiros Bahá’ís, idealizado pelos Conselheiros do Corpo Continental residentes no Brasil e pela Assembleia Espiritual Nacional1.

Junto com mais dez bahá’ís, representantes de seis Estados brasileiros, Lucas imergiu durante dez dias nas escrituras sagradas e revisou toda a sequência dos livros do Instituto Ruhí2 , realizando reflexões e práticas conjuntas entre os dias 26 de janeiro e 5 de fevereiro de 2012.

“Depois do treinamento, compreendi melhor a importância das atividades de um pioneiro, o seu papel em uma nova comunidade e as suas atribuições”, conta Lucas. Em São Sebastião, ele é responsável por uma aula de educação espiritual para crianças e um grupo de empoderamento espiritual de pré-jovens.

Muitas vezes, os jovens pioneiros trazem consigo a experiência que tiveram em suas cidades natais e que contribuem para a vida comunitária onde atuam como pioneiros. É o que fez Sara Spinassé, de Maceió (AL), também pioneira em São Sebastião. Facilitadora de um círculo de estudos para jovens, a alagoana de 18 anos organizou uma oficina de teatro para o grupo de pré-jovens que Lucas também apoia. “O objetivo é oferecer a arte como forma de facilitar o aprendizado e integrar a comunidade, um espaço para discutir a linguagem artística, o auto-conhecimento e possibilidades corporais”, conta Sara. “Dessa forma, os pré-jovens unificam seus esforços para melhor servirem sua comunidade”, acredita ela.

Os pioneiros trabalham junto com os membros da comunidade em que se inserem, sempre buscam utilizar a ferramenta da consulta para decidir como melhor organizar as atividades às quais se dedicarão.

Lucas explica que apenas no campo da ação é possível compreender o verdadeiro significado da Providência divina: “Basta se levantar, e uma legião de anjos estará ao seu lado”, acredita o jovem, citando um trecho das escrituras bahá’ís. “As graças que eu já recebi desde quando decidi partir para o Centro-Oeste foram inúmeras. Eu pude ver de perto como Deus age em nossas vidas e como todas as coisas vão se encaixando para tudo dar certo”, emociona-se.

Em João Pessoa (PB), Marcos Alan e Talieh Ferreira também atenderam ao chamado das instituições para servir em outras terras. Hoje eles colaboram para que o agrupamento Fênix continue a oferecer as atividades centrais de forma organizada para um número cada vez maior de pessoas interessadas. Conforme mais pessoas se sentem responsáveis pelo desenvolvimento espiritual e material de suas comunidades, mais rapidamente se dá a multiplicação das atividades, envolvendo números crescentes no processo de consulta sobre como atender à demanda local. “A comunidade está esperançosa com uma nova fase que o agrupamento pode entrar em breve com o aumento do número de atividades”, conta Marcos.

Ao se tornar pioneiro, uma série de desafios devem ser superados, que vão desde as expectativas para definir o local em que se estabelecerão até o processo de adaptação, que inclui encontrar um emprego que possa garantir a subsistência. As dificuldades iniciais são superadas com o apoio das pessoas da comunidade e das instituições bahá’ís do local onde passam a residir e pela confiança nas confirmações divinas. “A saída de São Paulo nos mostrou o quão grande é o poder da Palavra de Bahá’u’lláh”, disse Marcos. “Um trecho da Epístola do Fogo, revelada por Bahá’u’lláh, orienta: ‘quando as espadas cintilam, avança!’; acho que esse trecho é perfeito para quem se levanta como pioneiro”, afirma Marcos.

Martha e Daniel Zonneveld deixaram São Carlos (SP) e se tornaram pioneiros em Aracaju (SE), parte do agrupamento Jardim de Ridván. Ambos são responsáveis pela implementação do programa de pré-jovens na Escola Municipal Núbia Marques e na Escola Municipal Juscelino Kubitschek, beneficiando quase 90 adolescentes.

“A vontade de chegar logo no posto de pioneirismo foi uma das nossas provações”, confessa Martha. “Foi preciso desenvolver a virtude da paciência e compreender que tudo tem seu tempo”, lembra ela. O casal ainda está tentando ingressar no mercado de trabalho sergipano. “Não é fácil. É um desafio que vamos ter que superar com perseverança, confiantes nas confirmações divinas”, afirma ela.

Daniel ressalta a importância de poderem contar com o apoio incondicional da secretaria do Conselho do Nordeste assim como de toda a comunidade bahá’í de Aracaju, que atinge a marca de mais de cem bahá’ís bastante ativos. “Temos ainda o apoio diário das Coordenações3 de Sequência de Estudos, de Aula Bahá’ís para Crianças e de Grupos de Pré-jovens, que nos auxiliam no planejamento e execução das ações para cumprir as nossas metas de avanço do programa”, disse ele. “O treinamento que recebemos em Brasília foi essencial para revisar conceitos sobre as quatro atividades centrais, pois ajuda efetivamente na prática, que é trabalhar como agentes de transformação do mundo”, complementa Martha.

Pioneirismo internacional

Anis Sami Silva, de 23 anos, é um dos jovens brasileiros que optou pelo pioneirismo longe do seu país natal. Atualmente, ele faz parte da comissão de logística da construção do último Templo Continental, conhecido como Templo Mãe da América do Sul4, localizado nos arredores de Santiago (Chile). Além disso, ele também contribui para o fortalecimento das atividades centrais da comunidade chilena como membro da Assembleia Espiritual Local de Peñalolén.

Até o final de fevereiro de 2012, Anis morava com os pais em Brasília (DF), e há muito tempo vinha pensando em como melhor aproveitar seus talentos e capacidades para o serviço à humanidade. “Quando soube da necessidade de pioneiros internacionais em Santiago para colaborar com a construção da comunidade, já estava a ponto de me formar. Eu sabia que esse seria o momento ideal para concretizar um sonho de infância”, diz. Poucas semanas antes, enquanto estava em peregrinação na Terra Santa5, Anis conta que orou muito nos Santuários de Bahá’u’lláh e do Báb e escutou palestras inspiradoras que o auxiliaram a tomar a decisão de se levantar como pioneiro. “As guias da Casa Universal de Justiça sobre o pioneirismo confirmaram a minha aspiração”, conta ele.

“Algumas oportunidades de serviço aparecem uma vez na vida. Se deixarmos passar, pode ser que não apareçam novamente”, reforça Anis. “Devemos orar para que Deus nos permita ver essas oportunidades quando elas chegarem”, acredita. O jovem considera que o clima, a cultura e o idioma são algumas das dificuldades encontradas. “Mas com certeza as maiores barreiras são na verdade psicológicas e espirituais”, diz ele.

Seja em um bairro mais afastado em sua própria cidade, em uma região distante no país ou no exterior, a confiança em Deus e a atitude de aprendizado para se adaptarem à uma nova vida comunitária são fatores determinantes para todos os jovens e adultos envolvidos com o progresso de suas comunidades por meio da promoção das atividades centrais bahá’ís.

Se você gostaria de mais informações sobre as oportunidades de pioneirismo, consulte as instituições locais ou entre em contato pelo secnac@bahai.org.br.

Esse artigo foi publicado no Bahá'í Brasil Nº 34, na página 5.


1 Instituição máxima da administração da Fé Bahá’í em âmbito nacional.
2 O Instituto Ruhí oferece ferramentas de desenvolvimento espiritual para jovens e adultos, focadas tanto no indivíduo quanto na coletividade. Cada curso consiste no estudo de textos e trechos de escrituras sagradas acerca de temas específicos. Para mais informações sobre o Instituto Ruhi, acesse http://ruhi.org.
3 Essas coordenações são parte da estrutura do Instituto Ruhí de Capacitação.
4 Os Templos Continentais Bahá’ís se localizam em Sydney (Austrália), Nova Delhi (Índia), Frankfurt (Alemanha), Kampala (Uganda), Apia (Samoa Ocidental), Cidade do Panamá (Panamá) e Wilmette (Estados Unidos). O Templo em Santiago (Chile) está atualmente em construção. No futuro, templos nacionais e locais serão erguidos em todo o mundo.
5 A Terra Santa (Israel) é local sagrado para diversas tradições religiosas, inclusive a Fé Bahá’í. Lá faleceu e foi sepultado Bahá’u’lláh, fundador da religião, e estão localizados vários lugares sagrados para Seus seguidores.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Crescimento Orgânico das Atividades Centrais

Crianças, jovens e adultos transformando a realidade


De norte a sul do Brasil, mais e mais pessoas estão participando das atividades promovidas pela Comunidade Bahá’í. As atividades centrais1, como são conhecidas, oferecem uma oportunidade para crianças, adolescentes e adultos aprimorarem percepções espirituais e colocarem seus talentos a serviço da sociedade. As pessoas que participam destas atividades sentem-se confiantes em sua responsabilidade e habilidades para contribuírem ativamente para o bem-estar da sociedade em que estão inseridas. A maioria dos participantes naturalmente se interessam em promover atividades nas vizinhanças e convidam os amigos para ingressarem no processo de aprendizagem coletiva.

Em Aracaju (SE), um grupo de pessoas que terminou o círculo de estudo que promove Reflexões sobre a Vida do Espírito2 demonstraram interesse em promover reuniões devocionais perto de onde moram ou trabalham. “Caso isso aconteça, essas reuniões devocionais se somarão a outras sete que já acontecem na região de Aracaju e São Cristovão, envolvendo um total de 140 pessoas de várias religiões”, conta Fátima Fontes, do agrupamento Jardim de Ridván. “Os temas tratados pelos participantes deste círculo de estudos e a própria experiência deles em reuniões devocionais das quais tem participado os inspiram a quererem compartilhar os benefícios da oração com mais gente”, observa Fátima.


E não são só os adultos que se beneficiam desse tipo de atividade. As crianças da região de Aracaju que participam das aulas de educação espiritual e a garotada de 10 a 14 anos que faz parte dos grupos de pré-jovens também gostam de frequentar as reuniões devocionais. “Inclusive, costumam apresentar alguma atividade artística ilustrando conceitos que aprenderam em seus grupos”, destaca Fátima.


Raimunda Moreira, Coordenadora do Programa de Empoderamento Espiritual de Pré-Jovens da Região Norte, relata que as crianças que começaram nas aulas de educação espiritual há alguns anos em São Luiz (MA), agora estão em grupos de pré-jovens. “Nove delas, quando já tinham um pouco mais de idade, quiseram participar dos círculos de estudo, que é voltado para adultos, e seis estão em treinamento para se tornarem monitores”, destaca Raimunda, do agrupamento Rouxinol do Paraíso.


Cleres Ribeiro é diretora da rede pública municipal de São Luiz, responsável pela Unidade de Educação Básica Professora Camélia da Costa Vieiro (UEB). Ela relembra que as atividades centrais foram apresentadas à escola em 2008. “Imediatamente as portas foram abertas e 200 pessoas começaram a participar”, conta ela. “Todos nós acreditamos no potencial das crianças e pré-jovens, e eles estão dando uma resposta muito boa ao programa desenvolvido pelos bahá’ís”, relata. “Eles estão mais disciplinados, reconhecem o seu papel como cidadãos, acreditam nas suas capacidades e consequentemente, o rendimento escolar aumenta”.


O senso de cidadania observado por Cleres no Maranhão também é notável nos pré-jovens de Tangará da Serra (MT) . Danilo Oliveira, de 14 anos, conta que o programa mudou sua vida para melhor. “Agora tenho muito mais educação e sou uma pessoa que busca o bem de todos”, diz o rapaz. Gisllany Bezerra, também de 14 anos, comenta que as lições do livro Trilhando o Caminho Reto ajudam a entender, com base em fatos da realidade, que a mudança do mundo é realmente possível. “Estamos mais preparados para conviver em harmonia com familiares, amigos, colegas e
desconhecidos”, ela acredita.


A transformação na atitude dos participantes das atividades centrais é marcante também entre adultos. Isso é fruto do constante acompanhamento dos facilitadores das atividades, além do encorajamento e apoio que oferecem quando alguém reconhece que pode ser um agente de transformação, decidindo oferecer alguma atividade para seus amigos e familiares. Mais importante que isso, a transformação acontece porque os participantes tomam consciência da importância da educação espiritual, como explica Maria Rosa Zanão Augusto, Coordenadora de Círculos de Estudos que envolvem quase 40 pessoas na região de Mogi Mirim e Mogi Guaçu (SP). “A transformação é percebida pelos facilitadores assim como pelos parentes e amigos dos participantes. Eles relatam que seus amigos e familiares comentam que estão ‘diferentes’, e ficam contentes com esses comentários”, afirma Maria Rosa, do agrupamento
Rio da Vida Eterna.


Na medida em que a percepção espiritual de um número cada vez maior de crianças, jovens e adultos desabrocha com a ajuda das atividades centrais, é natural que mais monitores e facilitadores, de todas as idades e com diferentes histórias de vida, se somem ao conjunto de promotores e participantes em uma comunidade.

Assim, as pessoas aprendem juntas como melhor contribuir para a sociedade, cada um desenvolvendo o seu próprio potencial e talentos e ajudando a revelar e fortalecer os dos demais. É o que vem sendo observado nas comunidades de Sapucaia do Sul, Canoas, Esteio e Porto Alegre, cidades que formam o agrupamento Portal da Glória (RS). A cooperação entre os membros da comunidade ajuda a fortalecer o sistema de transformação individual e coletiva.


A Casa Universal de Justiça aponta que a melhora do mundo depende da disponibilidade de três atores – o cidadão, a nação e as instituições da sociedade – para atuarem como partes interdependentes de um todo orgânico. “Enquanto as mentes dos homens não se unirem, nada de importante se realizará. Atualmente, a paz universal é uma questão de grande importância, mas a unidade de consciência é essencial, de modo que se tornem seguros os alicerces desta questão, firme seu estabelecimento e robusto seu edifício”, observou ‘Abdu’l-Bahá3.


Esse artigo foi publicado no Bahá'í Brasil Nº 34, nas páginas 4 e 5.



1 As atividades centrais promovidas pela Comunidade Bahá’í são o foco de sua ação social. As aulas para crianças e os grupos de pré-jovens são voltados para a educação espiritual, utilizando artes e contação de histórias como ferramentas para desenvolver o potencial dessas duas faixas etárias. Os bahá’ís promovem ainda círculos de estudo sobre temas espirituais, reuniões de oração e meditação ecumênicas voltados para o público adulto. As atividades são abertas ao público e estão disponíveis gratuitamente em todas as regiões do país. Para saber mais, entre em contato com a comunidade bahá’í mais próxima ou escreva para info@bahai.org.br.

2 Reflexões sobre a Vida do Espírito é o primeiro de uma série de livros desenvolvidos pelo Instituto Ruhí de Capacitação, utilizados em círculos de estudo promovidos pelos bahá'ís em mais de 180 países e territórios ao redor do globo.

3 Filho de Bahá`u`lláh, Fundador da Fé Bahá’í - nasceu em Teerã, na antiga Pérsia, atual Irã. É reconhecido como o perfeito exemplo da vida bahá’í. ‘Abdu’l-Bahá foi apontado por Seu Pai como o Interprete de Seus Ensinamentos e o Centro de Seu Convênio.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Escola de Primavera do Sudeste

Três dias de hospedagem e alimentação por R$ 180

De 7 a 9 de setembro, jovens participarão da Escola de Primavera da região Sudeste, cujo tema é “O Poder de Transformação e o Empoderamento dos pré-jovens", sediada no Mosteiro de Macaúbas1 localizado na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A expectativa é receber pelo menos 50 pessoas – até a presente data, 32 já confirmaram presença.
A programação é formada por sete subtemas, dentre os quais estão: o trabalho bahá’í no campo da ação social2; conversas significativas3; discurso criativo para atrair jovens ao campo de serviço, sendo monitores do Programa de Empoderamento Espiritual de Pré-Jovens4; Rio+20: A fé no cenário mundial. Para despertar a curiosidade dos inscritos, os nomes dos palestrantes serão mantidos confidencialmente.
Os participantes também desfrutarão de atividades de lazer saudável, como uma noite mística, apresentações artísticas, sessão de filme, entre outras. “A programação será intensa, mas com muitos momentos para confraternização entre os presentes!”, conta Laila Jbeili, uma das organizadoras do evento.
Cobertor e travesseiro serão disponibilizados, mas a roupa de cama e a toalha de banho cada participante deve trazer. Os inscritos devem repassar, ao Comitê Organizador, os horários de chegada em Belo Horizonte, para que todos sejam recepcionados da melhor forma!
O valor total para efetuar a inscrição é de R$180,00 por pessoa, incluindo hospedagem e alimentação durante os três dias. Para reservar uma vaga, entre em contato pelo endereço eletrônico lailacj@gmail.com.

1 O local é considerado patrimônio histórico de Minas Gerais.
2 As atividades centrais promovidas pela Comunidade Bahá'í são o foco de sua ação social. As aulas para crianças e os grupos de pré-jovens são voltados para a educação espiritual, utilizando artes e contação de histórias como ferramentas para desenvolver o potencial dessas duas faixas etárias. Os bahá'ís promovem ainda reuniões de oração e meditação ecumênicas e círculos de estudo sobre temas espirituais, voltados para o público adulto. As atividades são abertas ao público e estão disponíveis gratuitamente em todas as regiões do país. Para saber mais, entre em contato com a comunidade bahá'í mais próxima ou escreva para info@bahai.org.br.

3 Conversas que servem para moldar as ações sociais de todos os tipos, sejam as mais simples, as que proferimos no dia a dia e as de interesse social: sobre mudanças climáticas, meio ambiente, governança e direitos humanos - para mencionar apenas algumas delas.

4 As atividades voltadas para esta faixa etária são parte do Programa de Empoderamento Espiritual de Pré-Jovens promovido pela Comunidade Bahá’í em todo o mundo. As atividades são realizadas em pequenos grupos que promovem estudos sobre ética e espiritualidade e oferecem alternativas de lazer saudável e serviço voluntário à comunidade.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Bahá'ís participam de simpósio na Universidade de Pernambuco


Atividades com princípios de Bahá'u'lláh foram apresentadas no evento com foco nos direitos da Criança e do Adolescente


Com participação no “I Simpósio do Núcleo UPE do Observatório Nacional da Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente”, a Comunidade Bahá'í de Recife apresentou no dia 7 de outubro o trabalho intitulado “Programa de educação moral e espiritual de crianças, pré-jovens e capacitação de adultos baseados nos livros do Instituto Ruhí¹”, em que os princípios bahá'ís utilizados nas aulas espirituais para crianças² e grupos de pré-jovens³, bem como nos círculos de estudo para adultos, foram apresentados como parte das atividades socioeconômicas realizadas pela comunidade bahá'í.
O evento da Universidade de Pernambuco (UPE) aconteceu nos dias 7 e 8 de outubro, e contou com a participação de Dra. Emilia Rabbani, membro da comunidade bahá'í local e do corpo acadêmico da UPE, que colaborou para a preparação do material a ser apresentado. A ação na Universidade já foi discutida nas reuniões do Comitê de Ensino de Área e Coordenação de Instituto, e tinha sido uma das metas para este ciclo. “O convite veio como surpresa para nós e um sinal para mim de que deveríamos realmente começar a investir neste grupo de interesse”, afirmou Emília.
O Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente é uma iniciativa do Governo Federal desenvolvida para reunir e acompanhar informações e indicadores sobre as políticas públicas focadas na redução da violência contra crianças e adolescentes no Brasil. Junto com as universidades estaduais de 12 estados, trabalharão para organizar e realizar um conjunto de atividades de mobilização local nas instituições de ensino e comunidades. Para isso, serão realizados simpósios nas universidades para estruturação de Comunidades de Prática entre pesquisadores, alunos e comunidades, com caráter interdisciplinar, para potencializar o alcance territorial, temático e social próprios do Observatório.


1 O Instituto Ruhí desenvolveu, ao longo dos anos, uma sequência de livros de aprofundamento espiritual, que são utilizados nos círculos de estudo promovidos pela comunidade bahá'í em todo o mundo. Os materiais focam no reconhecimento da essência espiritual do ser humano e estimulam os participantes dos círculos de estudo a colocarem seus talentos e capacidades a serviço da humanidade.
2 As aulas espirituais para crianças buscam atender às aspirações das crianças do mundo e sua necessidade de educação espiritual. São centros de atração para esta geração, ajudando a desenvolver suas faculdades espirituais e a estabelecer os alicerces de um caráter nobre e correto.
3 As atividades com os grupos de pré-jovens os ajudam a canalizar suas energias para atividades de serviço. Além disto, são realizadas visitas aos lares de vizinhos e amigos, durante as quais os laços de amizade e o sentido de comunidade são fortalecidos.
4 Círculos de estudo são reuniões ao mesmo tempo sérias e arrebatadoras, realizadas em pequenos grupos, em que os participantes estudam sistematicamente a Palavra Criativa e aprendem a desenvolver sua capacidade de servir a humanidade.

sábado, 20 de março de 2010

Bahá'í brasileira participa de reunião da ONU sobre Mulheres

Em entrevista à BIC/NY, Mary Aune fala da correlação entre as atividades centrais da comunidade bahá'í do Brasil e a promoção da igualdade de gênero

Durante a 54ª Sessão da Comissão que avalia a Situação das Mulheres no Mundo (CSW), realizada na Sede das Nações Unidas em Nova Iorque entre fevereiro e março de 2010, a representante da Comunidade Bahá'í do Brasil, Mary Aune, foi entrevistada pela equipe da Comunidade Internacional Bahá'í acerca das atividades que vem sendo promovidas em nosso país, com foco especial no combate à violência contra as mulheres. Ela conta sobre o envolvimento bahá'í com o governo federal e organizações que tratam desta temática no nível nacional, e explica como os bahá'ís têm ajudado a promover a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 pelo Presidente da República, cujo objetivo é tipificar e punir a violência doméstica contra as mulheres. A entrevista (em inglês) está disponível no YouTube em http://www.youtube.com/user/SASGBahai. Abaixo, apresentamos alguns destaques.

Um dos principais pontos destacados na entrevista foi a relação entre as atividades centrais realizadas nas comunidades bahá'ís locais e a promoção da igualdade entre mulheres e homens. Mary explicou que estas atividades auxiliam as pessoas a envolverem-se ativamente na transformação da sociedade.


“As aulas para crianças exploram o conceito da igualdade entre meninas e meninos, ajudando-os a trabalhar juntos como seres humanos e a desenvolver suas capacidades para reconhecer a unidade da humanidade e a importância de seus papéis na sociedade. Já o programa de pré-jovens auxilia os adolescentes – meninos e meninas que têm muita energia e muito a oferecer ao mundo em termos de serviço – a se enxergarem não apenas como beneficiários da sociedade, mas como atores e atrizes principais no processo de transformação social”, afirma.

“O objetivo das atividades centrais”, continua ela, “é empoderar as pessoas para que compreendam o que realmente significa ser parte da sociedade humana. Não estamos neste mundo material para apenas para adquirir condições materiais e então morrer. Há um significado espiritual em nossa existência.”

Segundo Mary, por meio do envolvimento nas atividades centrais, as mulheres (e também os homens) no nível local compreendem que não são apenas elementos passivos. Descobrem que podem provocar mudanças, que tem um enorme potencial para contribuir com a melhora da sociedade.

“Isso ocorre em grupos que não têm a finalidade específica de ensinar igualdade de gênero”, explica, referindo-se aos círculos de estudo e reuniões de reflexão. “Não estamos treinando especialistas. O empoderamento vem da troca de experiências e conhecimento, da possibilidade de enxergar em cada um o potencial para gerar essas mudanças.”

Mary destaca que o grande diferencial da abordagem bahá'í sobre as questões de gênero está no ponto de partida. “Se partimos do fato de que os seres humanos são seres espirituais, dotados de alma, e se esta alma não tem sexo, então a igualdade de gênero já é uma verdade: uma verdade espiritual. Como vivemos uma realidade material, o que precisamos fazer é garantir que a verdade espiritual da igualdade de gênero possa ser refletida socialmente. E é para isso que precisamos de processos constantes de capacitação, empoderamento e conscientização da população”, concluiu.

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