“We need to combine our efforts, encourage each other, and work together. It is not enough to say ‘go ahead, you’ll make it’; we have to say ‘let’s go together’.”A participant at the conference
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Conferência de Juventude de Brasília
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Transformação Social: Um empreendimento coletivo
A Comunidade Bahá’í defende que a transformação social seja abordada como um empreendimento coletivo no qual as pessoas estejam aptas a participar. Nesse sentido, uma das contribuições da Comunidade Internacional Bahá’í (BIC) para a 51ª sessão da Comissão para o Desenvolvimento Social das Nações Unidas, realizada em fevereiro deste ano, foi a declaração “Capacitação como mecanismo de transformação coletiva”. Nesse sentido, a capacitação é entendida como o despertar das potencialidades latentes em cada indivíduo.
A partir desta compreensão, a Fundação para Aplicação e Ensino de Ciências (FUNDAEC) - organização de inspiração bahá’í, desenvolveu na Colômbia uma metodologia para os habitantes de áreas rurais que abarca três categorias: o desenvolvimento de recursos humanos, a aplicação das ciências e o fortalecimento das estruturas comunitárias. Assim, o Sistema de Aprendizagem Tutorial (SAT) desperta as habilidades matemáticas e de outras ciências e tecnologias, e de linguagem e comunicação de forma a colocá-las a serviço da comunidade.
Com o objetivo de oferecer à população rural, indígena e ribeirinha acesso à educação básica (Ensino Fundamental), além de inibir o êxodo rural, em 1986 a Associação para o Desenvolvimento Coesivo da Amazônia (ADCAM), instituição não-governamental que há 27 anos realiza atividades sócio-educativas no Estado do Amazonas, estabeleceu o SAT no município de Iranduba, cidade próxima a capital do estado, Manaus.
Leide Loureiro, responsável pelo SAT na ADCAM, explica que o Sistema possibilita o estudo aprofundado de cada uma das unidades que compõem as cinco capacidades do currículo, propiciando a criação de oportunidades para desenvolver as potencialidades dos cidadãos rurais e estimular as iniciativas individuais para promover a melhoria da qualidade de vida da comunidade.
Segundo a representante da ADCAM, as ações são impulsionadas pela visão da instituição acerca do desenvolvimento das capacidades humanas. “Comungando dos mesmos pensamentos voltados para a educação, cremos em uma nova geração de conhecimento onde as relações estarão fundamentadas no serviço e bem-estar à comunidade”, afirma. “Edificando os indivíduos como agentes de transformação social e espiritual, abraçando segmentos cada vez maiores de suas populações rurais, contribuindo para a construção de uma nova realidade social, uma civilização justa e próspera em constante evolução.”
O programa dialoga com a declaração da BIC que ressalta: “Em tal concepção estão implícitas características como a interdependência das partes e do todo, a indispensabilidade de colaboração, a reciprocidade e ajuda mútua, a necessidade de diferenciar, mas também harmonizar papéis, a necessidade de arranjos institucionais que capacitem em vez de oprimir, e a existência de um objetivo coletivo acima de qualquer elemento constituinte.”
Regiane Gomes de Souza foi aluna, tutora, gestora e hoje trabalha como coordenadora do Programa no Município de Iranduba, Amazonas. “O SAT é uma metodologia muito importante para o desenvolvimento da zona rural. A grande diferença do Programa é que temos teoria-prática-teoria, os alunos são incentivados a realizar pequenos projetos para ajudar no desenvolvimento da comunidade, pois eles são sensibilizados a desenvolver a parte sócio-econômica de forma sustentável, desta maneira são envolvidos a comunidade, a família e os líderes comunitários. Essa ferramenta afetou minha vida de forma positiva, pois aprendi que servir é fundamental para o ser humano, eu sempre tive o pensamento de voltar e ajudar minha comunidade e graças a Deus eu consegui realizar esse sonho”, revela.
Para o bahá’í Iradj Roberto Eghrari, membro do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), uma das experiências que comprovam a veracidade do desenvolvimento de capacidades como ferramenta de transformação social é o Programa de Pré-Jovens, voltado para a faixa etária de 11 a 15 anos. Os grupos de pré-jovens são uma das quatro atividades centrais que formam a ação social da Comunidade Bahá'í, na qual os adolescentes são estimulados a refletir e são empoderados para atuar na transformação de sua própria realidade e de seu contexto social. “Apesar dos adolescentes serem vistos por grande parte da sociedade como aparentemente problemáticos, eles são extremamente capazes de se envolver e servir em prol de sua comunidade”.
Eghrari destaca a experiência do Agrupamento Portal da Glória, que compreende as comunidades bahá’í de Porto Alegre, Canoas, Esteio e Sapucaia (RS), na qual pré-jovens visitaram abrigos de menores. Em 2008, Amanda Schimer tinha 13 anos, e como ato de serviço o grupo de pré-jovens do qual participava arrecadou roupas e brinquedos para doação a crianças do abrigo Renascer, de Canoas, também levamos balas e contamos uma história para elas. “Foi algo novo para mim, sempre passava pelo abrigo, mas nunca tinha visto de perto a realidade daquelas crianças. Foi uma atividade muito agradável”. A jovem ressalta como a experiência contribui em sua vida. “O grupo de pré-jovens me ajudou a passar por dificuldades, me mostrou diferentes pontos de vista e novas formas de ver o mundo. Hoje sou muito agradecida ao programa, pois é através dele, e da minha mudança com ele, que me sinto mais empenhada a ajudar outros pré-jovens a terem a consciência de que podemos transformar positivamente o meio em que vivemos”.
A atividade foi tão relevante que estimulou Amanda a se tornar professora de aula de educação espiritual para crianças, no mesmo abrigo, a experiência começou há três anos. “Em abrigos não temos contato com a família da criança e, por vezes, são alunos transitórios, que vão para casa, mas voltam, ou vão e não voltam mais. Além disso, sempre tem alunos novos, isso torna um pouco mais complicada a questão da assiduidade e continuidade das lições”. Complementa.
Contribuição internacional
A 51ª sessão da Comissão para o Desenvolvimento Social das Nações Unidas teve como tema prioritário a desenvolvimento de capacidades para a eliminação da pobreza, integração social e emprego pleno e condigno. Em 7 de fevereiro, a BIC promoveu um painel de discussão sobre o tópico. Entre os participantes estava a coordenadora da Comissão, Sewa Lamsal Adhikari, Agente Diplomática da Missão Permanente das Nações Unidas no Nepal, que afirmou ser a capacitação cada vez mais vista pela ONU como uma questão vital em prol da transformação social.
“A capacitação está se tornando um dos elementos centrais que sustentam os esforços em prol da realização dos três principais objetivos da Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social: erradicação da pobreza, emprego pleno e produtivo e trabalho condigno para todos, e integração social”, disse.
Para Ming Hwee Chong, representante da Comunidade Internacional Bahá’í junto às Nações Unidas, não é por acaso que o tema chegou ao centro das discussões sobre desenvolvimento social. Um segundo painel de discussões promovido pela BIC em 8 de fevereiro, intitulado “Capacitação em Ação”, ofereceu reflexões por parte daqueles que exercem o desenvolvimento nas bases.
Judith Therese Eligio-Martinez, coordenadora da agência de inspiração bahá’í, Associação Bayan, em Honduras, disse que atualmente atende 6000 estudantes do nível colegial em 12 dos 18 estados de Honduras. “(O Programa) é construído sobre a crença na capacidade do indivíduo de tomar decisões para si e ajudar a desenvolver a capacidade dos três principais protagonistas (no desenvolvimento de comunidades): o indivíduo, a comunidade e as instituições”, afirmou.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Alternativa à cultura de consumo, foco de novo documento Bahá’í
Uma nova declaraçã
o, desafiando a hipótese comum de que os seres humanos são escravos de interesse pessoal e de consumismo, foi emitido pela Comunidade Internacional Bahá’í (BIC).Um olhar mais profundo à natureza humana revelaria a habilidade de responder a chamados mais elevados, sugere o documento – emitido esta semana para a Comissão de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas ao iniciar sua sessão anual de duas semanas.
“A cultura do consumismo tem tido a tendência de reduzir os seres humanos a consumidores competitivos e insaciáveis de bens e a objetos de manipulação pelo mercado”, diz o documento.
De fato, “a experiência humana é de natureza essencialmente espiritual: está enraizada na realidade interior – ou aquilo que alguns chamam de ‘alma’ – que todos temos em comum”, afirma.
O documento intitulado “Repensando a Prosperidade: Criando Alternativas à Cultura de Consumismo”, desafia a visão de que há um conflito inalterável entre aquilo que as pessoas querem – que supostamente é consumir mais – e o que a humanidade necessita.
“Grande parte da teoria econômica e psicológica retrata os seres humanos como escravos do interesse pessoal”, diz o documento. “As faculdades necessárias para construir uma ordem social mais justa e sustentável – moderação, justiça, amor, razão, sacrifício e serviço ao bem comum – são muito frequentemente rejeitadas como ideais ingênuos. Ainda assim, são estas e as qualidades relacionadas que precisam ser cultivadas.
Peter Adriance, membro da delegação da Comunidade Internacional Bahá’í à Comissão, disse que a declaração é uma contribuição para um diálogo acerca do desenvolvimento de uma estrutura de 10 anos para encorajar novos programas para fazer avançar o consumo e a produção sustentáveis.
“O documento trata da questão do consumismo refletindo sobre o que é a natureza humana”, disse ele. “Devemos levar em consideração quem somos e qual é o propósito da nossa vida.
“A transição para consumo e produção sustentáveis é um dos grandes desafios do nosso tempo, e alcançá-los exigirá uma transformação tanto de pensamento como de ação. As forças culturais em ação são poderosas e requerem um reexame se quisermos avançar”, disse ele.
Para a Assessora de Assuntos Institucionais da Comunidade Bahá'í do Brasil, Daniella Hiche, o País é considerado uma referência mundial na área de economia solidária. Ela afirma que “as atividades econômicas e sociais de base desenvolvidas como alternativas ao atual modelo estrutural e os estudos acadêmicos sobre economia solidária evoluíram a tal ponto que se tornou necessária a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária”. “Tal trajetória demonstra que brasileiros e brasileiras possuem ideais elevados bem como algumas das ferramentas para a construção de uma ordem social mais justa”, diz Daniella.
A declaração pode ser lida no seguinte endereço (em inglês): http://bic.org/statements-and-reports/bic-statements/10-0503.htm.
Como contribuição adicional ao trabalho deste ano da Comissão de Desenvolvimento Sustentável, a Comunidade Internacional Bahá’í será co-responsável por um painel de discussão no dia 10 de maio sobre o mesmo tópico da declaração.
Os painelistas incluem Tim Jackson da Comissão de Desenvolvimento Sustentável do Reino Unido; Victoria Thoresen da Parceria Norueguesa para Educação e pesquisa sobre Vida Responsável; Jeff Barber da Coalisão Internacional sobre Produção e Consumo Sustentáveis sediada nos EU; e Luis Flores Mimica da Consumers International, sediada no Chile.
A discussão será moderada por Duncan Hanks da Agência Bahá’í Canadense de Desenvolvimento Internacional. Ela é co-responsabilidade da UNESCO e a Missão Permanente da Suécia na Organização das Nações Unidas.
Para ler o artigo e ver a fotografia, acesse o seguinte endereço (em inglês): http://news.bahai.org/story/770
Para acessar o Baha’i World News Service, vá ao seguinte endereço (em inglês): http://news.bahai.org
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Detenção de 10 bahá’ís gera temor por outros prisioneiros
27 de janeiro (BWNS) – Cresce a preocupação devida à falta de informação sobre os 10 bahá’ís que foram detidos no início deste mês no Irã.Além da preocupação pela sua segurança, há receio de que as acusações contra esses 10 sejam usadas para criar falsas evidências no tribunal contra os sete líderes bahá’ís, presos desde 2008, cujo julgamento está marcado para 7 de fevereiro.
"Nossa preocupação é que na ausência de qualquer evidência contra os 7 líderes, as autoridades iranianas possam estar tentando forjar um caso, talvez forçando esses 10 bahá’ís recém detidos a ‘confessarem’ um suposto envolvimento na organização das demonstrações da Ashura, em dezembro, sob a direção de sua ‘liderança’", disse Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá’í nas Nações Unidas.
“Quaisquer alegações desse tipo são absurdas, já que os 7 líderes estão na prisão há quase dois anos”, disse ela.
Desde sua detenção em 3 de janeiro, declarações da mídia controlada pelo estado iraniano afirmaram que os 10 possuíam armas e munições em suas casas como parte de um plano contra o governo durante as manifestações de dezembro.
Os 10 praticamente desapareceram dentro do sistema de detenção, disse a Sra. Dugal.
Embora não se saiba se qualquer um desses 10 de fato estiveram presentes nas manifestações da Ashura, qualquer sugestão de que eles tenham participado da organização desses eventos ou que possuíam armas para serem usadas contra o governo é completamente sem fundamento, disse ela.
"Nas três semanas desde que esses bahá’ís foram detidos, suas famílias não tiveram qualquer contato com eles, a não ser uma breve mensagem telefônica a um familiar em 11 de janeiro."
Embora as famílias não terem podido contatar os 10, soube-se que eles foram transferidos recentemente para a prisão de Gohardasht em Karaj.
“Recentemente, um companheiro de cela de alguns dos prisioneiros bahá’ís foi libertado e esse indivíduo informou as famílias sobre essa transferência”, disse a Sra. Dugal. "Não sabemos exatamente o que isso significa, mas sabemos que as famílias tentaram levar roupas e dinheiro aos prisioneiros. O dinheiro foi aceito pelas autoridades em Karaj, mas as roupas não."
Os 10 bahá’ís que foram detidos em 3 de janeiro são: a Sra. Leva Khanjani, neta do Sr. Jamaloddin Khanjani, um dos 7 líderes bahá’ís, e seu marido, o Sr. Babak Mobasher; o Sr. Artin Ghazanfari e sua esposa, Sra. Jinous Sobhani, antiga secretária de Shirin Ebadi, Prêmio Nobel e defensora dos direitos humanos; o Sr. Mehran Rowhani e o Sr. Farid Rowhani, que são irmãos; o Sr. Payam Fanaian; o Sr. Nikav Hoveydaie; e o Sr. Ebrahim Shadmehr e seu filho, o Sr. Zavosh Shadmehr.
Em 12 de janeiro, a acusação formal dos 7 líderes bahá’ís foi apresentada na 28ª. Vara da Corte Revolucionária em Teerã.
De acordo com relatos da mídia patrocinada pelo governo, os 7 foram acusados de espionagem, atividades de propaganda contra a ordem islâmica, o estabelecimento de uma administração ilegal, cooperação com Israel, envio de documentos secretos para fora do país, ação contra a segurança do país, e corrupção na terra.
No tribunal, os réus expressamente negaram todas essas acusações.
A Sra. Dugal disse que há indícios de que o juiz deu a entender que a próxima sessão do julgamento, em 7 de fevereiro, será aberta e que a presença das famílias será permitida. A primeira sessão da corte foi fechada ao público.
Os 7 "líderes" são: a Sra. Fariba Kamalabadi, o Sr. Jamaloddin Khanjani, o Sr. Afif Naeimi, o Sr. Saeid Rezaie, a Sra. Mahvash Sabet, o Sr. Behrouz Tavakkoli, e o Sr. Vahid Tizfahm.
Este grupo de 7 e os 10 bahá’ís detidos em 3 de janeiro estão entre centenas de bahá’ís que foram detidos na contínua perseguição aos bahá’ís – uma campanha sistemática cuja severidade vem crescendo nos últimos anos.
Para ver o artigo original em inglês com as fotos acesse: http://news.bahai.org/story/751
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Bahá’ís aderem ao Plano global por “mudança geracional” em prol das mudanças climáticas
O programa, co-patrocinado pela Aliança das Religiões e Conservação (ARC) e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), procura promover mudanças de estilo de vida que ajudarão a desacelerar o aquecimento global e outros problemas ambientais entre período de 2010 a 2017.“Estamos muito satisfeitos em nos juntar a outras religiões do mundo e às Nações Unidas nesta iniciativa inspiradora para promover mudanças duradouras no modo como as pessoas interagem com o meio-ambiente”, disse Tahirih Naylor, uma representante da Comunidade Internacional Bahá’í nas Nações Unidas.
A importância deste esforço é a forma como ele tira proveito das forças das comunidades religiosas – tais como suas fortes estruturas de base e o poder transformador da crença religiosa – para tratar de problemas ambientais em sua essência, ou seja, o comportamento humano.
“Uma das metas de longo prazo da Fé Bahá’í é promover a transformação positiva de indivíduos e comunidades e, para esse fim, já oferecemos milhares de círculos de estudo, aulas para crianças, reuniões devocionais e grupos de jovens em mais de 180 países.
“Esperamos aprender mais sobre os esforços de outras comunidades religiosas e estamos confiantes de poder dar uma contribuição proveitosa a esse estimulante programa”, disse ela.
Na próxima semana, a Sra. Naylor se juntará aos representantes de outras comunidades religiosas no Castelo de Windsor, ocasião em que o programa ARC/UNDP será oficialmente lançado. O evento, agendado para 2 a 4 de novembro, destacará uma palestra principal proferida pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon. O anfitrião será Sua Alteza, o Príncipe Philip.
Mais de 200 líderes religiosos e seculares são esperados, e muitos grupos religiosos anunciarão comprometimento com as iniciativas práticas, como o plano Bahá’í, de adequação aos desafios ambientais. O Sr. Arthur Lyon Dahl, antigo diretor executivo assistente adjunto do Programa Ambiental das Nações Unidas, também conhecido autor especialista em recifes de corais e biodiversidade, acompanhará a representante bahá'í.
A Sra. Naylor observou que a Comunidade Internacional Bahá’í é membro da ARC desde sua fundação e procurou consistentemente apoiar os esforços inter-religiosos de preservação ambiental da ARC.
“Há muito tempo, a comunidade Bahá’í tem se envolvido na promoção do desenvolvimento sustentável e na criação de projetos locais que incluem a proteção ambiental”, disse ela. “Por isso, esta iniciativa é especialmente estimulante: pela forma que trata concretamente das atitudes e valores basilares que se encontram na raiz de muitos problemas ambientais da humanidade.
Especificamente, os bahá’ís do mundo todo, disse a Sra. Naylor, serão encorajados a explorar a relação dos seres humanos com o meio-ambiente conforme articulado nos Escritos Sagrados Bahá’ís e agir no âmbito individual e comunitário.
“Em nossa experiência, conectar os corações das pessoas às Escrituras Sagradas é a melhor maneira de prover a motivação para mudança e ação sociais”, disse ela. De igual modo, os bahá’ís serão encorajados a se engajarem em atos de serviço relacionados à sustentabilidade ambiental.”
Atualmente, disse a Sra. Naylor, milhares de bahá’ís, em praticamente todos os países, estão engajados numa rede coerente de ação que promove o desenvolvimento espiritual do indivíduo e canaliza as energias coletivas de seus membros no serviço à humanidade.
Essas atividades incluem o estudo sistemático das Escrituras Bahá’ís em pequenos grupos com o propósito de desenvolver a capacidade de servir; reuniões devocionais com o intuito de conectar os corações dos participantes ao Criador; aulas para crianças que oferecem lições para criar as bases de um caráter nobre e correto; e grupos que se esforçam em auxiliar adolescentes a percorrer um estágio crucial de suas vidas e se capacitarem a direcionar suas energias em prol do avanço da civilização.
A Comunidade Internacional Bahá’í é uma organização internacional não governamental que representa a comunidade mundial bahá’í, que conta com cerca de cinco milhões de membros em 100.000 localidades espalhadas virtualmente por todos os países. Seus membros provém de quase todos os grupos étnicos, culturas, crenças e origens sociais e econômicas.
A ARC é um organização secular que ajuda as principais religiões do mundo a desenvolverem seus próprios programas ambientais com base em seus próprios ensinamentos centrais, crenças e práticas. Foi fundada em 1995 pelo príncipe Philip. Seus membros incluem 11 das principais religiões do mundo.
Para acessar a página do Bahá’í World News Service, acesse: http://news.bahai.org.br
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
União Européia expressa “profunda preocupação” sobre prisioneiros bahá’ís
A União Européia emitiu uma declaração em 17 de fevereiro expressando sua “profunda preocupação” em relação aos planos do Irã de levar a julgamento sete líderes bahá’ís por espionagem e outras acusações. A Comunidade Internacional Bahá’í exigiu sua imediata libertação, sustentando sua inocência e caracterizando as alegações do regime islâmico como uma “escalada de suas medidas repressivas e sistemáticas em contra os bahá’ís”.
A declaração da União Européia coincidiu com uma crescente e marcante retórica anti-bahá’í das autoridades iranianas, que disseram que o julgamento dos sete deve ocorrer em uma semana.
Os sete líderes bahá’ís estão presos em Teerã há mais de oito meses. Até o momento, nenhuma evidência formal foi encontrada em contra eles e o acesso à sua advogada, a Nobel da Paz Shirin Ebadi, lhes foi negado. Mais 30 bahá’ís estão presos no Irã, e cerca de 80 outros prisioneiros foram liberados mediante apresentação de garantias.
A União Européia ressaltou sua preocupação de que “tendo estado presos por tanto tempo sem um processo adequado, os líderes bahá’ís podem não receber um julgamento justo.
“Por conseguinte, a União Européia solicita à República Islâmica do Irã que permita que observação independente dos procedimentos do julgamento e que sejam reconsideradas as acusações levantadas em contra esses indivíduos”.
O documento foi endossado por todas as 27 nações que compõem a União Européia, juntamente à Turquia, Croácia, Macedônia, Albânia, Montenegro, Islândia, Liechtenstein, Noruega, Ucrânia, e Moldávia.
Já no Brasil, também no dia 17 de fevereiro, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados enviou uma carta aberta ao Irã solicitando a libertação dos prisioneiros bahá’ís.
"As práticas e princípios humanistas e pacíficos pelos quais os bahá'ís são conhecidos no Brasil levaram esta comunidade a gozar do respeito e da credibilidade entre os defensores dos direitos humanos neste país,” disse o Deputado Pompeo de Mattos. “Assim, não há motivos para que suas alegações sejam desconhecidas ou indignas de crédito."
Outras declarações de apoio igualmente firmes foram feitas nos últimos dias pelos governos e parlamentares de vários países, incluindo Canadá, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos.
Enquanto isso, uma agência iraniana oficial de noticias daquela mesma data citou um porta-voz do judiciário como tendo afirmado que os sete bahá’ís “participariam de suas audiências dentro de uma semana”.
De acordo com a notícia divulgada pela Agência de Notícias da República Islâmica, o porta-voz, Ali-Reza Jamshidi disse aos repórteres em sua conferência de imprensa semanal, que “os sete cometeram atos criminosos que incluem espionagem para estrangeiros”.
O Sr. Jamshidi afirmou que os bahá'ís “certamente terão autorização para receber aconselhamento jurídico”, apesar de não terem tido acesso a um até o momento.
Sua declaração seguiu-se a um duro relato do domingo anterior que no qual o procurador geral do Irã foi citado em sua afirmação de que o governo planeja a “completa destruição” da administração bahá’í no Irã.
“A administração da desviada seita bahá’í é contra a lei e banida em todos os níveis, assim como são claros seus laços com Israel e sua oposição ao Islã e ao regime Islâmico”, disse o Promotor Geral do Irã, Aiatolá Ghorban-Ali Dorri Najafabadi, de acordo com um relato publicado pela Fars News.
“O perigo que eles representam à segurança nacional está documentado e comprovado, e portanto faz-se necessário enfrentar legalmente qualquer administração que haja como substituta à original”, disse o Aiatolá Najafabadi.
Diane Ala'í, representante da Comunidade Internacional Bahá’í para as Nações Unidas em Genebra, disse que as atividades dos líderes bahá’ís consistiam na provisão do mínimo para satisfazer as necessidades espirituais e administrativas dos 300.000 membros da comunidade bahá’í do Irã. Ela afirmou que a tentativa do Aiatolá Najafabadi de retratar suas ações como “perigosas” não tem fundamento algum e que o governo bem sabe que tais alegações não são verdadeiras.
“Como pode o procurador geral comparar algo tão inofensivo como um grupo de indivíduos que se reúnem para dar orientações espirituais e administrar ações como casamentos, enterros e aulas para crianças com algo que ameace a segurança nacional do Irã?”, disse Ala'í.
“Depois que eles baniram a administração bahá’í do Irã em 1983, o governo sempre esteve consciente e informado das atividades desses grupos ad hoc.
“Aos olhos do governo, o único ‘crime’ real dos sete que estão na prisão de Evin – junto a 30 outros bahá’ís atualmente presos no Irã – é que eles têm uma crença religiosa que é diferente da maioria no Irã e isso é algo que o atual regime considera intolerável”, disse ela.
Ala'í também fez observações sobre os comentários de ontem do Sr. Jamshidi em resposta a uma pergunta sobre as declarações do Aiatolá Najafabadi. Jamshidi foi citado pela segunite fala: “Qualquer ato que possa ser considerado propaganda contra o Islã, o Irã e o establishment islâmico será definitivamente considerado crime e os seus perpetuadores serão contestados legalmente”.
“Mas o fato é que a Fé Bahá’í é a única religião mundial independente, fora o Islã, que aceita a divindade de Maomé e reverencia o Alcorão – como o faz com relação aos livros sagrados de todas as grandes religiões do mundo”, afirmou Ala'í. “Não existe nada anti-islâmico ou anti-Irã sobre a Fé Bahá’í, seus ensinamentos, ou as práticas de seus seguidores. O governo não pode impor a sua própria interpretação do Islã sobre a Fé Bahá’í e concluir que a Fé Bahá’í é contra o Islã”.
A prisão da liderança bahá'í ocorre no contexto de uma severa e crescente campanha de ataques contra a comunidade bahá'í que inclui a criação e circulação de listas de bahá'ís com orientações para que as atividades dos membros da comunidade sejam secretamente monitoradas; buscas ao cair da noite realizadas em lares bahá'ís e confisco de propriedade particular; um aumento dramático ao longo dos últimos dois meses no número de prisões de bahá'ís; incitamento diário ao ódio contra os bahá'ís em todas as formas de mídia de massa patrocinadas pelo governo; realização de simpósios e seminários anti-bahá'ís organizados por clérigos seguidos de ataques orquestrados contra lares e propriedades bahá'ís nas cidades e vilarejos onde ocorrem os eventos; destruição de cemitérios bahá'ís por todo o país; demolição de loais sagrados e templos bahá'ís; ataques incendiários contra lares e propriedades bahá'ís; negativa de acesso à educação superior aos estudantes bahá'ís e, de forma crescente, difamação de crianças bahá'ís em suas salas de aula por parte de seus professores; designação de inúmeras ocupações e atividades empresariais nas quais os bahá'ís são impedidos de atuar; recusa de empréstimos bancários a bahá'ís; fechamento de lojas bahá'ís; negativa de emissão ou renovação de licenças de trabalho para bahá'ís; intimidação de proprietários de imóveis para forçá-los a despejar seus inquilinos bahá'ís; e ameaças contra muçulmanos que se relacionam com bahá'ís.
“De fato, a história dos sete lideres atualmente presos refletem os esforços de vidas dedicadas à promoção de o melhor desenvolvimento da sociedade iraniana como um todo, por meio da promoção da educação, do desenvolvimento socioeconômico e da aderência a princípios morais”, disse ela.
No começo da semana, o representante do Ministério Relações Exteriores britânico, Ministro Bill Rammell, fez uma declaração na qual afirmou que o governo iraniano “parece estar cada vez mais utilizando acusações vagas para afetar defensores dos direitos humanos e minorias religiosas”.
“É difícil não concluir”, disse o Ministro Rammel na segunda-feira, “que essas pessoas estão sendo mantidas presas exclusivamente por causa de suas crenças religiosas ou pelo seu exercício pacífico do direito à livre expressão e associação”.
Para acessar o original desse artigo (em Inglês), acesse http://news.bahai.org/story/699.








