Após audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, realizada em 2 de julho de 2009, para consultar sobre a posição do Brasil frente a atual instabilidade que se instaurou no Irã no pós-eleições presidenciais, o Senado Federal brasileiro aprovou ontem (9) um voto de solidariedade às sete lideranças bahá’ís que serão julgadas neste sábado, dia 11 de julho, sob a falsa acusação de “disseminação de corrupção na Terra”.
O voto aprovado pelo Senado Federal - assinado pelos Senadores Eduardo Azeredo (Presidente da Comissão de Relações Exteriores) e Cristóvam Buarque (Presidente da Comissão de Direitos Humanos) - censura à República Islâmica do Irã pelas violações de direitos humanos dos sete bahá’ís. Dentre as violações destacam-se:
- prisão sem acusação formal;
- negativa de acesso a defesa legal;
- visitação de familiares restrita a poucos minutos, conduzida por trás de vidro e supervisionada em todos os momentos por guardas.
Tais violações demonstram claramente que a motivação para o aprisionamento e julgamento dos sete líderes bahá’ís é a perseguição religiosa contra os seguidores da Fé Bahá’í, religião não reconhecida pelo Irã.
Veja a nota divulgada pela Comissão de Relações Exteriores:
Solidariedade
aos Bahá’i
Um voto de solidariedade para com sete líderes da Fé Bahá’i que serão julgados no próximo dia 11 foi aprovado pela CRE. O requerimento foi encaminhado na sessão do dia 2, depois de uma audiência pública sobre as eleições e os direitos humanos no Irã. Participaram dos debates o Subsecretário-Geral Político II do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Embaixador Roberto Jaguaribe, e o secretário-geral de ações para comunidade e governo da Comunidade Bahá'í do Brasil, Iradj Roberto Eghrari, carioca, filho de iranianos que se refugiaram no Brasil em 1954.
Na ocasião, Eghrari alertou para a prisão dos sete líderes religiosos, cinco homens e duas mulheres, pelo Governo do Irã. Segundo ele, os Bahá’i irão a julgamento sem que saibam o teor das acusações. O regime de Teerã, uma teocracia, não reconhece a Fé Bahá’i como religião.
(FONTE: Boletim da CRE / Senado, Nº 13 — 9 de julho de 2009)






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